ABRIL, MÊS INTERNACIONAL DO AUTISMO 

É consenso entre os especialistas que quanto mais cedo for diagnosticada e iniciar tratamento, maior é o nível de desenvolvimento que a criança com autismo pode atingir. Entretanto, segundo levantamento divulgado esta semana pela Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência), 90% das crianças da região foram analisadas e receberam atendimento com idade superior à recomendada – no máximo, aos 3 anos.

Para a superintendente da Apraespi, Lair Moura, essa defasagem pode ser creditada ao ainda grande desconhecimento da população acerca das características do autismo. “Muitas mães trazem tardiamente seus filhos à Apraespi porque não sabem identificar que nasceram com autismo. A desinformação é nossa grande inimiga, já que esse atraso pode causar danos permanentes à essas crianças.” Lair afirma que é necessário que os governos promovam políticas de incentivo à realização do diagnóstico precoce e invistam nas unidades especializadas no atendimento de autistas.

Conforme explica a psicóloga Elisabete Pereira Justi, coordenadora do Centro de Autismo da associação, os prejuízos para uma criança com autismo que iniciou seu atendimento tardiamente podem ser irrecuperáveis. “Se o autista não passa pelo processo de estimulação precoce, ele terá muito mais dificuldades em executar atividades cotidianas básicas. Dependendo do atraso e do grau de autismo da pessoa, as chances de evolução são bem mais restritas.”

Felizmente, esse não foi o caso da pequena Maitê, de 6 anos. Assim como nove em cada 10 crianças do Grande ABC, Maitê foi diagnosticada e encaminhada a uma unidade especializada mais tarde que o recomendado. Mas o trabalho dos profissionais do Centro de Autismo da Apraespi conseguiu proporcionar grande evolução à garota. “Antes a Maitê era muito restrita, não se dava bem na escola. Hoje ela melhorou muito, sabe até soletrar o nome”, conta a mãe Maria Cristina. “Ela se tornou muito carinhosa com a gente e gosta muito de abraçar.”

Ações - Aproveitando a semana do Dia Internacional do Autismo (02 de abril), a Apraespi distribuirá internamente um livreto para alertar a respeito das características do autismo e da importância de encaminhar os bebês para os exames diagnósticos e, se necessário, buscar atendimento especializado o quanto antes. A entidade divulgará o mesmo material no site www.apraespi.com.br e na página facebook.com/APRAESPI.

A entidade é o maior centro de reabilitação do ABC e mantém uma unidade onde cerca de 150 crianças e jovens com autismo das sete cidades da região são atendidas diariamente e têm à disposição uma equipe formada por profissionais de saúde e educação. No próprio centro é possível realizar diagnóstico gratuito via SUS.


 

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