Após intensa negociação, a Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoas) fechou um convênio que tornará possível disponibilizar para as famílias da região do Grande ABC o que há de melhor e mais moderno no mundo em reabilitação auditiva.

A superintendente Lair Moura foi à Brasília diversas vezes tentar a parceria com o ministro da Saúde Alexandre Padilha, pedindo para melhorar a qualidade das próteses. E agora, finalmente conseguiu: a partir de agosto, em um convênio com o SUS através da Secretaria de Saúde de Ribeirão Pires, a Associação conquistou o direito de fornecer os aparelhos auditivos de frequência modulada, considerados uma revolução no ensino de crianças e jovens com problemas de audição.

Com esse dispositivo, é possível que os alunos mantenham comunicação direta com seus interlocutores, livre de interferências do ambiente. Numa sala de aula, por exemplo, a professora fala através do microfone do aparelho e a mensagem é transmitida diretamente no ouvido do aluno, como se fosse um telefone. Essa linha de comunicação pode ser mantida a uma distância de até 15 metros, mesmo de costas para o aluno.

“O convênio que a Apraespi fechou é uma vitória para as famílias dos jovens com deficiência auditiva”, comemora Lair. “Muitos deles tinham um rendimento escolar muito abaixo da média por conta da deficiência auditiva. Não era raro alguns desses alunos serem obrigados a desistir de estudar por não conseguirem se comunicar com os professores”.

Agora isso é coisa do passado. A Entidade já treina suas educadoras para trabalharem com o aparelho com alunos em sala de aula. Um dos beneficiados é Matheus (sentado na cadeira esquerda), que estudava em uma escola municipal de Rio Grande da Serra. Matheus tem deficiência auditiva e enfrentava dificuldades de aprendizagem.

Eunice Alves, mãe do garoto, procurou ajuda da Apraespi, que já havia garantido uma prótese auditiva. Agora, Matheus será contemplado com o modelo de última geração. “Minha expectativa é muito grande. O Matheus já estava melhorando bastante desde que começou a frequentar a Escola de Ensino Básico da Apraespi. Agora com esse aparelho moderno melhorará muito mais”. Eunice recebeu orientação de fonoaudiólogos da Clínica Audiológica para usar o aparelho também em casa.

Além de Matheus, três outros alunos já receberam prótese: um de Mauá e dois de Ribeirão Pires. Tem direito a receber a prótese auditiva de frequência modulada crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos, que devem estar matriculados em Ensino Fundamental (I ou II) ou Ensino Médio.

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